sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lidar com argumentos e discórdias entre os muçulmanos na Internet

Um jovem muçulmano motiva-se religiosamente. Ele quer aprender sobre sua fé então, se volta para a Internet como uma fonte de conhecimento islâmico e como um local para encontrar uma comunidade muçulmana. Então, visita algumas páginas islâmicas e começa a seguir os debates em vários fóruns online de muçulmanos. E na verdade o que encontra é simplesmente um monte de críticas contundentes e pessoas tendo discussões entre si incessantemente. Inclusive proeminentes sábios possivelmente estão envolvidos nisso. Tudo isso desanima e desencoraja os jovens muçulmanos.

Todos nós, como muçulmanos, queremos ver esses problemas desaparecer. Queremos ver todos os muçulmanos juntos sem que concentrem toda atenção para si mesmo com suas ideologias e escolas de pensamento. No entanto, Allah criou o bem e o mal, assim como a fé e a descrença. E ainda há muito mais para se combater. Um muçulmano necessita de conhecimento e a compreensão da sua religião para percorrer e atravessar tudo isso. O próprio conhecimento correto nos acrescenta em fé e temor a Allah, nos tornando indiferentes às repreensões e os insultos daqueles que possuem más intenções.


Os argumentos rudes e as duras críticas que encontramos nos jovens muçulmanos envolvidos na internet não podem ser tomados como indicativo de verdadeiras diferenças entre os muçulmanos. Na internet, estamos lidando principalmente com personalidades desconhecidas. Nós não sabemos a identidade daqueles que estão participando de discussões online. Eles não devem ser tomados como representantes dos muçulmanos no mundo. Devido a isso, algumas das pessoas que estão ligadas na internet simplesmente não possuem escrúpulos, outras são totalmente despreocupadas sobre o que dizem ou escrevem, outras são puramente ignorantes e existem outras que realmente possuem motivos mal-intencionados.

Portanto, as únicas divergências que devemos nos preocupar são aquelas derivadas de pessoas com reconhecido saber e integridade. Quando encontramos diferenças entre os sábios conhecidos em sites confiáveis e seguros, precisamos ter em mente que as opiniões de todas as pessoas estão abertas a serem aceitas ou rejeitadas. A única exceção a isso é o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) naquilo que ele transmitiu da nossa religião, pois ela foi protegida de erros por Allah.

Devemos também ter em mente que, às vezes a causa de um desacordo pode ter ocorrido devido que algum sábio não possuía o conhecimento suficiente sobre um determinado assunto em particular naquele determinado momento. A pessoa pode não estar consciente de um texto específico sobre esse determinado assunto. Pode haver também certo desacordo sobre se um hadith é fraco ou autentico. Essa é a natureza das diferenças que ocorrem entre os sábios e estudantes de conhecimento islâmicos.

Quanto às diferenças encontradas entre outros, são frequentemente causadas por equívocos ou desejos pessoais. Tais diferenças são resolvidas quando os equívocos são desfeitos ou quando a pessoa coloca de lado suas paixões e preconceitos e logo retorna para a verdade.

Uma pessoa que não possui um conhecimento islâmico suficiente deve manter-se longe de todas estas divergências que ele encontra na Internet. A raiz desses argumentos não é de forma alguma parte da nossa fé. Na verdade, essa discórdia pode ter uma influência negativa sobre a fé de uma pessoa e pode levá-la a cair em algumas das noções falsas e conceitos errôneos que estão por trás de tudo isso.

Gostaria de oferecer os seguintes conselhos:

1. Esteja na companhia de pessoas religiosas, firmes e guiadas na verdade.

2. Participe de grupos de estudo com sábios de renome, bem informados e que possuem uma base sólida nos conhecimentos islâmicos.

3. Ouça palestras que incentivem as boas ações e alertam sobre os problemas e conseqüência de cair no pecado.

4. Se esforce um pouco mais na memorização do Alcorão.

5. Ofereça mais atos e ações voluntárias. Mantenha as orações Sunnah prescritas juntamente com as cinco obrigatórias. Faça jejum voluntário todas segundas e quintas-feiras. Levante-se e reze no meio da noite. Certifique-se de rezar a oração do Witr. Participe na ajuda aos pobres e necessitados.

6. Adote a boa educação no tratamento com os outros. Seja sempre honesto. Cumpra suas promessas e cumpra a sua confiança.

7. Suplique a Allah com sinceridade. Uma excelente súplica é: “Ó Estabelecedor dos corações! Estabeleça que nossos corações sejam obedientes a Ti”. O Profeta (que a paz de Allah esteja com ele) disse:Os corações dos descendentes de Adão estão entre os dois dedos do Clemente como se todos fossem um só coração. Ele os muda como quer”. Então ele disse: “Ó Estabelecedor dos corações! Estabeleça que nossos corações sejam obedientes a Ti”. [Sahih Muslim - 2654].

8. Tome cuidado em não perder tempo com atividades que produzam pouco ou nenhum benefício. Nós só temos um tempo limitado à disposição de nossas vidas. Por que então devemos desperdiçá-lo?

9. Nunca devemos nós desesperar da misericórdia de Allah. Allah elevará a Sua palavra e dará apoio a Sua religião.

Tamim Ad-Dari falou que ouviu o Mensageiro de Allah (que a paz de Allah esteja sobre ele) dizer: “Este assunto chegará até aos confins do dia e da noite. Allah não deixará uma casa de tijolos de barro ou numa tenda de pele de camelo sem que nelas entrem a Sua religião – tornando assim alguns poderosos (aceitando) e outros miseráveis (não aceitando). O poder virá de Allah que lhe fortalecerá com o Islam e a miséria virá de Allah que lhe rebaixará com a incredulidade”.

Tamim Ad-Dari costumava dizer depois: “Eu com meus próprios olhos em minha própria casa. Vi a bondade, honra e a força surgir dentre aqueles que abraçaram o Islam, e vi aqueles que rejeitaram o Islam cair na fraqueza, desonra e desgraça”. [Musnad Ahmad - 16509].

10. Leia livros e artigos que discutem a questão de divergências entre os muçulmanos e como lidar com esses desacordos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Regras No Que Diz Respeito Sobre o Imitar os Incrédulos

Louvado seja Allah, Senhor do Universo. Declaro que não existe nada digno de adoração exceto Allah, e que Muhammad, [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele] é Seu servo e mensageiro.
Quais são os limites que existem em relação a imitar os incrédulos? E se adotarmos o que é novo ou aquilo recentemente descoberto, isso seria imitá-los? Em outras palavras, quando devemos considerar que tal ação é imitar os incrédulos?
Ibn ‘Umar [que Allah esteja satisfeito com ele] narrou que o Profeta [que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele] disse: “Aquele que imita um grupo de pessoas é uma delas [ou seja, estará com eles no dia Ressurreição]”. [Abu Daud].
O Imam Al-Munaui e o Imam Al-‘Aqami [que Allah tenha misericórdia dele], comentaram sobre a narração acima dizendo: “Isto se refere em relação aqueles que se vestem como eles, imitando-os em seu estilo e se comportando como eles, pelo menos em parte”.
O Imam Al-Qari [que Allah conceda seu perdão] acrescentou: “Significa que, os que imitam os incrédulos, os desobedientes, os pecadores ou os sufis, seja como for, será um deles. Igualmente aquele que imita os virtuosos estarão com eles [na outra vida]”.
O Imam Ibn Taimiiah [que Allah tenha misericórdia dele] disse: “O Imam Ahmad entre outros, utiliza esta narração como evidência provando a proibição em relação a imitar os incrédulos. O mínimo que se pode dizer sobre as implicações desta narrativa é que ela proíbe a ação de imitar. Ao mesmo tempo, isso pode significar que a pessoa ao fazê-lo deixe as fileiras do Islam, segundo o que se entende a narração de Ibn ‘Umar [que Allah esteja satisfeito com ele]: “Quem construa sobre a terra dos incrédulos, participe de suas festas religiosas e os imitem até que morra, será ressuscitado com eles”. Esta narração também envolve a proibição parcial da imitação e que ele será como um deles de acordo a qual ambos têm imitado”.
Existem duas maneiras nas quais os muçulmanos podem imitar os incrédulos, uma das quais é proibido enquanto o outro é permitido.
A forma proibida:
É fazer algo que não faz parte da nossa religião sendo ele um ritual exclusivo dos incrédulos e praticando-o conscientemente. Isto é terminantemente proibido e pode ser um dos principais pecados maiores. Na verdade, algumas dessas ações podem chegar ao nível de tirar a pessoa do Islam.
Estas normas são aplicáveis qualquer pessoa independentemente se ela praticou o ato com a intenção de imitar os incrédulos, satisfizer seus desejos ou por engano, sempre e quando tenha pensado que tal ação poderia lhe trazer algum benefício.
Então, alguém pode ser considerado um pecador se praticou tal ato por ignorância, como por exemplo, celebrar um aniversário sem saber da proibição islâmica quanto a isso? A resposta é: essa pessoa não é pecadora até que seja informada sobre a proibição islâmica a respeito deste, mesmo que ela continue praticando esse ato.
A forma permitida:
Praticar aquilo que não foi originado pelos incrédulos, onde tanto os muçulmanos como os incrédulos comumente praticam. Este tipo de forma não está incluída na proibição da imitação, porém quem a faz, perderá recompensa de diferenciar-se dos incrédulos.
É permitido imitar o povo do Livro e outros incrédulos em assuntos mundanos, mas com as seguintes condições:
  • Que o ato não faça parte de suas tradições e característico de seus costumes.
  • Que não faça parte de nenhum ritual religioso. A única maneira de garantir isso é consultando o Alcorão ou a Sunnah do Profeta [que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele]. Um exemplo disto é curvar-se ao cumprimentar uma pessoa, o qual é proibido, sendo esta uma prática de nações anteriores como nos informa o Alcorão.
  • Que não existam textos claros no Islam sobre a permissão ou a proibição de tal ato, porém se tiver sido estabelecida, então temos de nos apegar praticando ou abstendo-se dela, segundo o que é exigido ou proibido no Islam.
  • Se não envolver uma contradição sobre qualquer obrigação ou regra no Islam.
  • Que não seja parte de suas festividades religiosas.
  • Que não viole os limites no caso de uma necessidade.
O Shaikh Ibn ‘Uthaimiah [que Allah tenha misericórdia dele], foi questionado sobre como saber se aquilo que alguém está fazendo é imitar os incrédulos ou não, para isso respondeu: “Imitar é fazer aquilo que é exclusivo dos incrédulos, porém fazer aquilo que é comumente praticado tanto pelos muçulmanos quanto aos incrédulos, não está incluído na definição da imitação proibida salvo seja proibida por outro motivo específico, como se o ato é uma parte de seus símbolos ou ritos religiosos. Se eles [os incrédulos] não consideram o ato [ou roupa] como um símbolo religioso, então a proibição [islâmica] é dada por fim, conforme indicado pelo Imam Ibn Hajar [que Allah tenha misericórdia dele]”.
A Comissão Permanente de Investigação Islâmica e Fatua, foi consultada sobre o seguinte: “O Islam permite que os muçulmanos pratiquem alguns dos hábitos e costumes dos descrentes, tais como o dos europeus, se vestindo como eles durante o casamento ou permitindo seus homens entrar na presença de nossas esposas e outras mulheres que não estão vestindo o Hijab completo durante a festa de casamento; e é permitido deixar que o fotógrafo faça o mesmo, seja ele ou não um parente?”.
A resposta que a Comissão deu a esta pergunta foi: “Louvado seja Allah, Senhor do Universo. Declaro que nada é digno de adoração exceto Allah, e que Muhammad [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], é Seu servo e mensageiro. Os muçulmanos, tanto homens quanto mulheres devem apegar-se à moral e a educação islâmica e são obrigados a agir de acordo com seus ensinamentos sobre o casamento, alimentos, roupas e todos os outros aspectos da vida. Não é permitido para elas [as mulheres] imitarem os descrentes em suas vestimentas, como os meninos que usam roupas apertadas que dão forma a seu corpo, ou usando roupa curta que não cobrem seu colo, seus braços, seu pescoço, seu cabelo… [já que isto não atende as condições do Hijab]. Também é proibido imitá-los na maneira de comer, como também comer com a mão esquerda ou a mistura entre homens e mulheres em uma mesa, ou em uma sala, onde possam trocar brincadeiras e risos. Tampouco é permitido que os cônjuges ou fotógrafos entrem no local das mulheres (no salão de festas), porque isso é muito ruim. Nos muçulmanos devemos nos apegar o que nós ensinou nossos Profeta [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], posto que ele não deixou algo bom sem que esse nos guiasse para a direção correta, nem o mal sem ter nos alertado sobre ele e o tenha proibido; e o imitar incrédulos é uma das coisas que ele [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], nos proibiu de fazer, caso contrário, a corrupção se espalhará na terra”.
Em outra ocasião, a Comissão Permanente de Investigação Islâmica e Fatua foi consultada sobre outros problemas relacionados em imitar os incrédulos: “Que tipo de imitação [aos descrentes] que o Islam proíbe? Esta limitado às questões exclusivas dos incrédulos ou também inclui aquilo que é comumente praticado tanto por muçulmanos como pelos politeistas, mesmo se a origem foi causada por eles, tais como [usar] e vestido? Se algum ato de comportamento é conhecido por ser próprio dos pecadores, porem não dos incrédulos, estes serão incluídos também na proibição? Usar ternos, como aqueles usados na Europa, está incluído no que é considerado imitar os incrédulos, e qual é o alcance da sua proibição? Isto é simplesmente desagradável ou é realmente proibido? É proibido usar calças que fazer a ‘Aurah [partes do corpo que devem ser cobertas de acordo com o Islam]; e [se for] estão incluídas as coxas na ‘Aurah não devendo elas ser marcadas por roupas coladas? Mesmo que uma pessoa impeça que a ‘Aurah seja marcada usando roupas largas, mesmo assim, ainda permanece não aconselhável o uso de calças? Quais são as regras gerais sobre o usar calças apertadas?”.
A resposta foi: “Louvado seja Allah, Senhor do Universo. Declaro que não existe nada digno de adoração exceto Allah, e que Muhammad [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], é Seu servo e mensageiro. O ato de imitar é proibido em relação às tradições e costumes exclusivos dos politeistas ou em temas onde inovaram em sua religião, crenças e atos de adoração tais como raspar a barba, implorar a pessoas (supostamente) virtuosas a quem suplicam pedindo ajuda, circundar as sepulturas dos mortos, sacrificar [animais] para os mortos, tocar sinetas, colocar crucifixos e cruzes penduradas fora de casa ou no pescoço, fazer tatuagens no braço [e corpo], entre outras coisas que refletem a glorificação da fé cristã. As regras sobre a imitação variam, algumas vezes alcançam o nível de descrença, como quando uma pessoa os imita no procurar ajuda e apoio de mortos ou buscar as bênçãos da cruz; por outro lado, existem as que estão apenas no nível proibição, como raspar a barba ou parabenizá-los por suas festas religiosas. Vale ressaltar aqui, entretanto, que o diminuir a importância em imitá-los em assuntos proibidos podem eventualmente levar a imitá-los em questões que poderiam fazer uma pessoa sair do Islam. Com relação ao uso de calças, a regra geral relativa sobre essa vestimenta é a permissão, e Allah nos diz [significado em português]: “Diga [Ó Muhammad]: Quem proibiu os adornos que Allah criou para Seus servos e as coisas benignas do sutento?”. [Surah Al-‘Araf 7: 32]. Nada deve ser excluído desta, exceto o que é apoiado por provas, como os homens usarem seda; que tanto homens quanto as mulheres vistam roupas apertadas que modem o corpo, ou que a roupa seja transparente de modo que a pele seja vista por baixo; roupas que sejam conhecidas por serem dos incrédulos; homens que vestem as roupas das mulheres ou as mulheres que vestem roupas de homens; tudo o que é proibido, porque existem textos que os proíbem especificamente. As calças não são exclusivas dos incrédulos, porque muitos muçulmanos as usam em diferentes países. Por outro lado, alguns países muçulmanos não aprovam isso [uso de calças], porque eles não estão habituados a isso, e se você viver em algum destes países deve evitar usá-las, especialmente quando sair para rezar ou quando for a locais públicos ou na rua”.
Há muitas sábias razões por trás da proibição do imitar e/ou se parecer com os incrédulos, algumas das quais são:
Primeiro: a proibição de imitar os incrédulos corta o caminho que conduz a amá-los ou de predispor-se a eles. Imam Ibn Taimiiah [que Allah tenha misericórdia dele], disse que o amor ou a predisposição a eles, eventualmente, faz com que a pessoa dê preferência em imitar os seus caminhos e imitá-los em todas suas formas e características morais, pois esta é a natureza humana; isso continuará até o nível em que os demais não conseguirão distinguir entre os muçulmanos e os descrentes. Além disso, esta imitação pode levar a um mal maior: a própria desobediência, porque ao longo do tempo a imitação externa é, naturalmente, à imitação interna.
Segundo: a proibição de imitar os incrédulos preserva e protege a identidade da nação islâmica.
Terceiro: As ações dos incrédulos são imperfeitas ou deficientes e não imitar-los, protege os muçulmanos dessa deficiência e imperfeição. Imam Ibn Taimiiah [que Allah tenha misericórdia dele], disse: “As ações dos incrédulos são danosas ou incompletas e imperfeitas, porque são inovadoras ou estão revogadas”.
Quarta: Ao não imitar os descrentes, cumprimos com a obrigação de rejeitá-los e repudiá-los pela causa de Allah. O Islam estabeleceu que nós muçulmanos devemos rejeitar a descrença, inclusive de nossos parentes mais próximos.
Quinto: O não imitar os descrentes permite às pessoas distinguirem entre muçulmanos e não-muçulmanos, evitando assim que outros possam ser enganados pelos incrédulos e os confundam achando serem muçulmanos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Virtude do Versículo do Trono

Virtude Do Aya Al kursi - Surata da Vaca - Versículo 255

Abu Huraira narra que o profeta Muhammad disse: “Existe no
Suratul-Baqarah, um versículo que é líder dos versículos do Al-Qur’án,
fazendo com que o Shaitán fuja da casa onde esse versículo é recitado (uma
alusão ao Áyatul-Kurssi)”. [Tafssir Ma’áriful-Qur’án]

O Profeta perguntou aos Sahábah conhecedores do Al-Qur’án, como
o era Ubai Bin Káb: “Qual é o melhor e o maior versículo do Al-Qur’án”?
Os Sahábah responderam: “Áyatul-Kurssi”. Então o Profeta confirmou
dizendo: “Parabéns pelo conhecimento”. [Ahmad, Musslim]

O Profeta disse: “Quem recitar o Áyatul-Kurssi ao dormir, um guardião
por parte de ALLAH continuará a protegê-lo, impedindo que o Shaitán se
aproxime de si até ao amanhecer”. [Bukhari]

Consta que na casa onde o Áyatul-Kurssi é recitado, o Shaitán fica impedido
de entrar nela durante trinta dias e, os feiticeiros, quarenta dias. [Tafssir Bahrul-Muhit]

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ataques aos Muçulmanos

Pronunciamento do Deputado Federal Protogenes a favor do Islam


 Caros irmãos muçulmanos, devemos lembrar sempre de nossa missão como muçulmanos. A missão de transmitirmos o Islam da melhor forma que possa ser feita.
No entanto, mesmo sendo pacificos, estamos sendo atacados de forma cruel e impiedosa.
Um assassino, atirador que causou revolta em todo o país e no mundo, pela barbaridade cometida em Realengo- RJ, hoje esta sendo tratados como muçulmano.
Já obtivemos noticias sobre uma moça no RJ que quase foi linchada pela população apenas por usar o véu.
Isto ocorreu graças a noticia que foi espalhada pela midia dizendo que o Sr. Wellington seria um terrorista muçulmano.
Agora estamos sofrendo represarias pela midia e pela população brasileira. A PF está investigando todos nossos irmãos que tem ainda algum projeto de dawa pelo Brasil.

Caros irmãos e irmãs, está na hora de acordar!

Pense nisso!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Piedade do RassulAllah com as Crianças


Em nome de DEUS, o Clemente, o Misericordioso

Louvado seja DEUS, o Senhor do Universo. Que DEUS abençoe e dê paz, ao Profeta Mohammad, bem como aos seus familiares, seus companheiros e seus seguidores até o Dia do Juízo Final.

O Rassulullah (S) nasceu em Makka no ano de 572 da Era Cristã e cresceu órfão, pois perdeu o pai, Abdullah, antes de nascer. Aos seis anos de idade, sua mãe faleceu, Amina. DEUS o protegeu e cuidou dele. Ele cresceu na casa de seu avô, Abdul Mutálib e de seu tio Abu Tálib. Por isso, seu coração, desde criança, ficou repleto de piedade, de simpatia e de carinho pelas crianças. Ele ensinou ao seu povo os métodos civilizados e educacionais na sua relação com as crianças. Essas lições serve para toda a humanidade de acordo com as palavras de DEUS, exaltado seja: “E não te enviamos senão como misericórdia para a humanidade.” (21:107).

1 – Cuidar da criança desde o nascimento.

A orientação do Rassulullah (S) foi o de receber a criança entoando o Azan no seu ouvido direito, então o anúncio do início da oração (icáma) no seu ouvido esquerdo. Ele ordenou o pai da criança de escolher-lhe um belo nome, promover-lhe um banquete e convidar todos os parentes e amigos em agradecimento ao Senhor do Universo.

2 – O Rassulullah (S) ordenou que se instruíssem os filhos

O Profeta (S) considerou as crianças como confiança, e que devem ser instruídas. Deve-se iniciar a instrução com a palavra de “Não há outra divindade além de DEUS e Mohammad é o Rassulullah”. Então empenhar-se em ensinar-lhes o Alcorão, a leitura e a escrita e os outros conhecimentos que lhes são úteis tanto nesta vida como após as suas mortes.

3 – O Saudar as Crianças

Era seu costume (S) saudar as crianças quando as encontrava nas ruas. Ele lhes demonstrava carinho. Jábir Ibn Sámura (R) relatou: “Pratiquei a primeira oração com o Rassulullah (S). Então ele foi para casa, e eu fui com ele. Ele foi recebido por duas crianças de Madina. Ele começou limpar-lhes os rostos um a um. Disse: “Quanto a mim, ele limpou o meu rosto e verifiquei que sua mão estava fria e cheirosa, como se a tivesse tirado de vasilha de um perfumista.” (Tradição narrada pelo Tabaráni).

4 – O Brincar com as Crianças

O Rassulullah (S) era carinhoso com as crianças em geral. Ele era para os seus netos, Hassan e Hussein o melhor pai e avô. Quando ele ingressava na oração e se prostrava, os seus netos, Hassan e Hussein montavam em suas costas, Quando alguém dos companheiros do Profeta quisesse vedá-los o Profeta (S) sinalizava-lhe para deixá-los. Abu Huraira (R) relatou: “Costumávamos praticar a Oração da Noite com o Rassulullah (S). Quando ele se prostrava, O Hassan e o Hussein pulavam nas costas dele. Quando ele erguia a cabeça, ele os pegava com a mão por trás suavemente.. Colocava-os no chão com suavidade. Quando voltava a se prostrar, eles voltavam a pular nas suas costas. Ao fivar sentado, ele os colocava nas pernas dele, um de cada lado.” Abu Huraira disse: “Fui ter com o Profeta (S) e lhe perguntei: ‘Quer que os leve para a mãe deles?’ Ele respondeu: ‘Não!’” (Tradição fidedigna). Anas (R) relatou: “O Profeta era a melhor pessoa quanto à conduta. Eu tinha um irmão que se chamava Abu Umair. Quando o Profeta (S) o via dizia-lhe: “Ó Umair, onde está o Nughair?” (Bukhári) . O Nughair era um pequeno pássaro com quem Abu Umair brincava.



5 – A sua Misericórdia para com as Crianças

Anas Ibn Málik (R) relatou: “Nunca vi alguém mais misericordioso pelos familiares do que o Rassulullah (S)” (Musslim). Buraida (R) relatou: “O Rassulullah (S) estava proferindo o sermão quando o Hassan e o Hussein foram ter com ele, vestindo camisas vermelhas, caminhavam e tropeçavam. O Profeta (S) desceu do púlpito, carregou os dois e disse: “Certamente ‘verdade os vossos bens e os vossos filhos são uma mera tentação.’ (64:15). Eu olhei para aqueles dois meninos caminhando e tropeçando e não consegui esperar. Interrompi o sermão e fui pegá-los.” (Tradição narrada por Tirmizi). Sábit, baseado em Anas (R) relatou: “O Profeta (S) pegou o seu filho Ibrahim, beijou-o e o cheirou.”

Esse carinho ele tinha por todas as crianças que ele encontrava. Anas (R) relatou que o Rassulullah (S) tinha um criado judeu muito jovem. E aconteceu que este adoeceu e, por isso, o Profeta (S) foi visitá-lo na casa dos pais dele; sentou-se próximo à cama, e lhe disse: “Abraça o Islam, e submete-te a Deus!” O jovem olhou para o seu pai, que se encontrava presente, que lhe disse: “Obedece a Abu al Cassem!” Naquele exato momento, o rapaz judeu anunciou o seu testemunho de abraçar o Islam. O Profeta (S) saíu de lá, dizendo: “Louvado seja DEUS, que salvou do Inferno o rapaz!” (Bukhári).

O principal motivo da misericórdia é o de nos ensinar que devemos proteger a criança e proporcionar-lhe a felicidade nesta vida e na Outra. O Profeta (S) censurou veementemente as pessoas que não têm piedade nos seus relacionamentos com as crianças. Abu Huraira (R) relatou que em certa ocasião o Profeta (S) estava beijando o seu neto, Hassan Ibn Áli, sendo que Al Acra Ibn Hábis se encontrava sentado ao seu lado. Al Acra disse: “Tenho dez netos (ou filhos), e nunca beijei a nenhum deles.” O Mensageiro de Deus (S) olhou-o, e disse: “Aquele que não for misericordioso com os demais, não será tratado com misericórdia.” (Bukhári).

Esse é um método educacional muito elevado quanto ao tratamento das crianças, amando-as e tendo carinho por elas para que cresçam com uma personalidade natural, distante dos complexos e dos problemas.

Esse carinho e piedade fizeram o Profeta (S) encurtar a oração quando ouvia  o choro de alguma criança. Ele disse: “Eu tenho vontade de prolongar a oração. Quando ouço o choro de alguma criança, eu a encurto para não prejudicar ou forçar a mãe.” (Bukhári).

Essa é uma prova de que as mães levavam as crianças para as mesquitas para aprenderem e se prepararem para o futuro. Indica, também, a misericórdia e a piedade do Rassulullah (S).

6) A  Prece do Rassulullah (S) pelas crianças

Certamente, as crianças de hoje serão os jovens de amanhã e os líderes do futuro. Por isso, deve-se fazer prece por elas para que sejam abençoadas e bem sucedidas. São essas palavras que irão colocá-las no caminho da liderança e do comando; Aicha (R) relatou que as pessoas traziam para o Rassulullah (S) as crianças e ele as abençoava e adocicava as suas bocas com tâmaras.” (Musslim).

Ussama Ibn Zaid relatou que o Profeta (S) costumava pegá-lo e ao Hassan e dizia: “Ó DEUS, eu os amo, portanto, ama-os!” (Bukhári),

Com essas belas palavras a criança se acostuma ouvir coisas agradáveis cheias de fé, influenciando isso no seu caráter, fazendo surgir uma geração preparada para o sacrifício e o empenho pela prática do bem, beneficiando as criaturas em todo lugar; uma geração distante das palavras maldosas e da tentação de Satanás.

Por isso, irmão muçulmanos, essa é uma oportunidade excelente para nós conhecermos o nosso Profeta Mohammad (S) e aplicarmos os seus ensinamentos na educação dos nossos filhos.

Peço a DEUS que nos oriente para o que é bom e útil.

Finalmente peço perdão a DEUS por mim e por vocês.



Proferido pelo Cheikh. Khaled Taky Eldin




Homenagem á dor Povo Palestino



Menina de Ghazza- Palestina, falando claramente qual é a realidade do povo palestino.
E ninguém é mais indicado para falar disso do que uma criança inocente e sincera que vive neste situação.


Súplica ao povo Palestino

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Os Direitos Humanos


Em nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso


Louvado seja Allah, que nos encaminhou até aqui; jamais teríamos podido encaminhar-nos, se Ele não nos tivesse mostrado o caminho. Prestamos testemunho de que não há outra divindade além de Allah, Único, sem parceiros. Prestamos testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro. Que Allah o abençoe e lhe dê paz, bem como aos seus familiares, seus companheiros e seus seguidores até o Dia do Juízo Final.

O mundo está comemorando a passagem de 60 anos sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela abrange os princípios que garantem os direitos humanos, baseados em três fundamentos: Justiça, liberdade e igualdade. Desejamos apresentar a opinião do Islam a respeito desses três fundamentos e apresentar que a lei islâmica antecedeu as leis seculares em 1400 anos na declaração desses importantes princípios.

A justiça é a equidade e o respeito ao direito do próximo. O Alcorão abrange muitos versículos a respeito da justiça e sua aplicação. Allah, Ta’ála, diz: “Quando julgardes entre as pessoas, fazei-o com eqüidade.” (4:58). E diz: “Allah ordena a justiça, a prática do bem, o auxílio aos parentes, e veda a obscenidade, o ilícito e a injustiça.” (16:90). Quanto à justiça, ela representa um dos nomes e atributos sublimes de Allah, exaltado seja.

* Allah incentiva o ser humano à prática da justiça. Ele diz: “Sede equânimes, porque Allah aprecia os equânimes.” (49:9).

O nobre companheiro do Rassulullah (S) Abu Huraira (R) costumava dizer: “Os atos de um dia do governante justo com seus governados é preferível à adoração do servo junto à família durante cem anos.”

* A justiça é a base da soberania e protetora das nações e das civilizações de desaparecimento. Um dos governantes do Califa Omar Ibn Abdel Aziz (Que Allah o abençoe) escreveu-lhe pedindo muitos recursos para construir uma muralha ao redor da capital da província. O Califa lhe respondeu, dizendo: “De que servem as muralhas? Você deve fortalecê-la com a justiça e o afastamento da injustiça.”

Na época do Califa Omar Ibn Al Khattab (R), um copta, habitante do Egito, foi ter com ele se queixando do filho do governador do Egito, Omar Ibn Al ‘As. Ele disse: “Ó Emir dos crentes, eu apostei corrida com o filho de Omar ibn Al ‘As, e ganhei a corrida. Ele me agrediu com o seu açoite e me disse: ‘Sou filho de nobres!’” O Califa enviou uma carta ao governador, dizendo: “Ao receber a minha carta, deve vir até nós e traz o filho junto.” Ao chegarem, Omar deu o açoite ao copta para açoitar o filho do governador, dizendo-lhe: “Bate no filho dos nobres.”

Essas pessoas aprenderam o comando com o Rassulullah (S) que não distinguia entre o rico e o pobre, entre o governante e o governado. Todos eram iguais perante a lei.

Eis outros magníficos exemplos a respeito da justiça do Islam: “Uma mulher, durante a conquista de Makka, cometeu um roubo. O Profeta quis aplicar-lhe a pena, cortando-lhe a mão. Os seus familiares da mulher procuraram Ussama Ibn Zaid (R) e lhe pediram para interceder junto ao Rassulullah (S) para não cortar a mão da mulher. O Rassulullah amava imensamente a Ussama. Quando este pediu pela mulher, o rosto do Rassulullah (S) mudou de cor e disse a Ussama: “Você quer interceder numa das penas divinas?” Ele, então se levantou e fez um discurso, dizendo: “Povos anteriores a vocês se perderam porque quando o nobre roubava, não o castigavam, e quando o pobre roubava, eles aplicavam a pena nele. Por Allah, se Fátima, filha de Mohammad, roubasse, eu lhe cortaria a mão.” Tradição narrada por Bukhári.



* A justiça no Islam entra em todos os assuntos da vida: justiça entre os filhos. É dever do muçulmano a ser equitativo entre os filhos, mesmo no beijo. Ele não deve dar preferência de um sobre o outro para que não gere ódio entre os filhos. Nu’man Ibn Bachir relatou: “Meu pai me deu algo. Ummu ‘Amra Filha de Rawaha (mão de Nu’man) disse: ‘Não aceito até que coloque o Rassulullah (S) à par do assunto.’ Meu pai foi ter com o Rassulullah (S) e lhe disse: ‘Dei a este meu filho com ‘Amra, filha de Rawaha, um presente. Ela me ordenou que o colocasse à par do assunto.’ O Rassulullah (S) perguntou: ‘Deste o mesmo presente a todos os teus filhos?’ Ele respondeu que não. Disse o Profeta: ‘Teme a Allah e sê justo com os teus filhos!’” Narrado por Bukhári.

A justiça deve ser aplicada com todas as pessoas, sem levar em consideração sua religião, cor ou raça. Allah ordena-nos que não diminuamos os direitos dos outros. Ele diz: “E não diminuais os bens das pessoas.” (26:183). E diz: “Que o ressentimento aos demais não vos impulsione a serdes injustos para com eles. Sede justos, porque isso está mais próximo da piedade” (5:8), ou seja, que o ressentimento a algumas pessoas não nos leve a serem injustos em nossos julgamentos e atitudes, mesmo que essas pessoas sejam nossas inimigas.

A justiça tem de ser aplicada na sentença entre as pessoas, no peso e na medida. Allah, Ta’ála, diz: “Pesai, pois, escrupulosamente, e não diminuais na balança!” (55:9).

Finalmente, se o ser humano quiser segurança e felicidade, deve ser justo. Omar Ibn Al Khattab (R) como discípulo do Rassulullah (S) ficou famoso pela sua justiça. Um dos imperadores da época enviou um emissário para conversar com o Omar Ibn Al Khattab. Ele encontrou o califa dormindo debaixo de uma árvore. Admirando a visão de ver o califa dos muçulmanos dormindo, sem guardas de segurança, disse: “Governas, és justo, por isso dormes, ó Omar.”

A nossa religião islâmica é magnífica; é a religião da orientação para toda a humanidade, para extraí-la das trevas e transportá-la para a luz. É nosso dever fazer chegar o Islam a todas as partes da terra.

Que Allah os abençoe e lhes retribua os esforços. Amém.

Shaikh Khaled Taky El Din